Economia
Ordem dos Engenheiros alerta para fragilidades no PTRR
A Ordem dos Engenheiros identifica "riscos estruturais" que podem comprometer os resultados a longo prazo do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) e pede uma maior aposta na qualidade de execução.
Num comunicado enviado esta terça-feira às redações, a Ordem dos Engenheiros identifica “riscos estruturais que podem comprometer os resultados a longo prazo” e considera que a eficácia do PTRR “dependerá da forma como for executado”. O PTRR é o programa aprovado pelo Governo de resposta à catástrofe climática que assolou várias regiões de Portugal Continental entre 28 janeiro e 15 de fevereiro deste ano.
Um dos principais riscos identificados pela Ordem dos Engenheiros é a “excessiva ênfase na rapidez de implementação, sem garantias suficientes de rigor e qualidade técnica”. Para a Ordem dos Engenheiros, “esta abordagem pode comprometer a durabilidade e eficácia das intervenções”.
Outra das fragilidades do documento “é a insuficiente definição do conceito e abrangência de infraestruturas críticas, o que poderá vir a dificultar a priorização de investimentos estruturantes”.
“Também a fragmentação das intervenções e a falta de integração entre território, infraestruturas e economia” são igualmente apontadas como debilidades que podem limitar o impacto do PTRR.
Em suma, para a Ordem dos Engenheiros, a concretização do PTRR exige condições claras, nomeadamente “a definição rigorosa de infraestruturas críticas; um planeamento integrado do território; soluções estruturais para o setor da construção, no que concerne às infraestruturas, à habitação e ao território; assim como o reforço da capacidade técnica do Estado, nomeadamente através da criação da carreira técnica pública para engenheiros e a valorização da engenharia”.
Luís Montenegro disse esperar ter "nas próximas semanas" o desenho final do PTRR, depois de mais 700 participações na consulta pública e contributos, entre outros, do presidente da República.
Um dos principais riscos identificados pela Ordem dos Engenheiros é a “excessiva ênfase na rapidez de implementação, sem garantias suficientes de rigor e qualidade técnica”. Para a Ordem dos Engenheiros, “esta abordagem pode comprometer a durabilidade e eficácia das intervenções”.
Outra das fragilidades do documento “é a insuficiente definição do conceito e abrangência de infraestruturas críticas, o que poderá vir a dificultar a priorização de investimentos estruturantes”.
“Também a fragmentação das intervenções e a falta de integração entre território, infraestruturas e economia” são igualmente apontadas como debilidades que podem limitar o impacto do PTRR.
Em suma, para a Ordem dos Engenheiros, a concretização do PTRR exige condições claras, nomeadamente “a definição rigorosa de infraestruturas críticas; um planeamento integrado do território; soluções estruturais para o setor da construção, no que concerne às infraestruturas, à habitação e ao território; assim como o reforço da capacidade técnica do Estado, nomeadamente através da criação da carreira técnica pública para engenheiros e a valorização da engenharia”.
Luís Montenegro disse esperar ter "nas próximas semanas" o desenho final do PTRR, depois de mais 700 participações na consulta pública e contributos, entre outros, do presidente da República.